Em 2003 foi então criado o Grupo de Pesquisa em Produção de Monogástricos, liderado pelo Prof. Dr. Kedson Raul de Souza Lima (ISPA/UFRA). À época, estudos envolviam discentes de graduação no desenvolvimento de trabalhos de conclusão de cursos. Para o Grupo de Pesquisa se fortalecer, era necessário reverter o descrédito da iniciativa privada na execução de trabalhos voltados à área industrial, bem como o preconceito com relação às Universidades Públicas, de que as mesmas produziam ciência sem ligação com a atividade na prática, num conceito de universidade autofágica, cuja ciência alimentava apenas a si própria.

        A partir de 2004, foi iniciado o desenvolvimento de pesquisa a campo, a partir das demandas da sociedade produtora de aves e suínos, através de trabalhos de conclusão de cursos e estágios supervisionados, os quais começaram a gerar as primeiras publicações do Grupo de Pesquisa, e a fortalecer as parcerias no desenvolvimento da ciência diretamente aplicada ao campo.

       

        A partir de 2006, o grupo de pesquisa foi ampliado, com o desenvolvimento de pesquisas financiadas pelo CNPq, através de auxílios à fixação de Doutores, o que trouxe à região Norte mais pesquisadores da área de não ruminantes, fortalecendo o grupo e o desenvolvimento de experimentos mais elaborados e com resultados mais refinados. O foco, a partir daí, era desenvolver a criação de aves e suínos na Amazônia, utilizando produtos regionais, como extratos vegetais e óleos essenciais da floresta.

Em 2008 foi formado outro Grupo de Pesquisa na área de animais não ruminantes, notadamente aves de crescimento lento (caipiras), denominado AVICAM – Avicultura Caipira na Amazônia, liderado pela Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos (UFRA – Campus de Parauapebas). Em 2011 foram iniciados os trabalhos relacionados à Avicultura Alternativa na Universidade Federal do Pará, Campus de Castanhal (Faculdade de Medicina Veterinária), liderados pelo Prof. Dr. Cesar Augusto Lopez Aguilar.

       

         Com isso, o Grupo expandiu suas linhas de pesquisa, bem como o número de pesquisadores e Instituições envolvidas. A infraestrutura foi totalmente modificada na UFRA – Belém, na UFRA – Parauapebas e na UFPA - Castanhal, para atendimento das necessidades dos ensaios experimentais. Um grupo coeso de pesquisa se formou com o apoio de outras instituições de ensino, parceiras no desenvolvimento dos projetos e na orientação à graduação e pós-graduação. As recentes publicações aumentaram substancialmente, em todas as instituições envolvidas, e o número de artigos submetidos anualmente, gerados através de dissertações e teses, quase triplicou nos últimos três anos, fruto do trabalho coletivo dos pesquisadores que hoje dão suporte ao Núcleo de Pesquisa em Animais Não Ruminantes - NUPEAN

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